Gestão da Qualidade na Segurança: uma visão técnica do assunto

compartilhe

Gestão da Qualidade na Segurança: uma visão técnica do assunto

A manutenção periódica é vital para garantir a segurança e a continuidade dos equipamentos. Veja nossas dicas!

Quando um equipamento novo é comprado, instalado e colocado para funcionar, é tudo muito bonito. Toda a equipe fica lisonjeada pelos resultados vistos no momento. Porém, o tempo passa, os acidentes acontecem, a obsolescência vem e as manutenções são necessárias. E aí? Será que tudo isso era esperado?

Todo e qualquer equipamento, seja ele eletrônico ou mecânico, está sujeito a possíveis intempéries, acidentes ou até desgaste com o passar do tempo. E os equipamentos de segurança patrimonial não fogem a regra. Apesar de ser óbvio, muitas empresas se deparam com a necessidade de reparo na pior hora. Ou seja, quando o equipamento era para estar em operação percebesse mensagens como: “NO SIGNAL” ou “FAILURE!”. E isso quando ele avisa.

Mesmo surpreso com tal situação, a verdade é que a falta de manutenção é, na maioria dos casos, o real motivo disso acontecer.

Como fazer a gestão da manutenção e evitar surpresas?

Como forma de mitigar esse risco, as manutenções dos equipamentos de segurança também devem fazer parte estratégia da empresa desde o momento da aquisição até a troca. Dessa forma, além de manter o equipamento apto ao uso, ela serve para ter previsibilidade de alguns itens como:

Eficácia: atender a uma demanda com determinadas características quantitativas.

Durabilidade: desempenhar algo até que um estado-limite seja alcançado.

Dependabilidade: desempenho em acordo com a influência da: confiabilidade, mantenabilidade e suporte logístico de manutenção.

Capabilidade: atender a uma demanda sob condições pré-determinadas.

Disponibilidade: estar em condições de executar uma função em um dado instante ou durante um intervalo de tempo determinado, levando-se em conta os aspectos combinados de sua confiabilidade, mantenabilidade e suporte de manutenção, supondo que os recursos externos requeridos estejam assegurados

Para isso existem de três maneiras diferentes de realizar a manutenção em equipamentos:

Preditiva – Método usado através de informações, sistemas e /ou técnicas de análise em que os principais elementos do equipamento “avisam” previamente o momento em que necessita de manutenção.

Preventiva – trata a prevenção, por meio de critérios preestabelecidos, determinados elementos dos equipamentos passam por manutenção reduzindo a probabilidade de falhas.

Corretiva – É quando a falha já ocorreu e será necessário colocar o equipamento novamente em funcionamento.

Lendo os termos citados, até parece complicado. Mas de forma clara manutenção é uma combinação de ações realizadas a fim de manter ou recolocar um item em um estado no qual possa ser possível realizar a sua função.

Fonte: NBR 5492

Sabe se que medidas de prevenção a fim de mitigar o risco, tem um preço, muitas vezes alto para manter. Por isso avaliações de custo, segurança e qualidade do serviço devem ser feitas quando for estipular possíveis ações preventivas e até preditivas.

Quando se trata de segurança patrimonial, sabe-se que é esses equipamentos se mantêm 100% do tempo no modo standby e a espera de seu acionamento. Por isso medidas como realização de testes periódicos em equipamentos também é uma forma de mitigar possíveis falhas e prever manutenções futuras.

Mas quem vai arrumar meu equipamento?

Alguns ajustes não necessariamente precisam ser realizados por equipe técnica ou por empresa especializada. Ações como lubrificação, retiradas de sujeira, limpeza de lentes, entre outras atividades de pequeno porte podem ser realizadas por uma equipe local. Mas para isso, um conjunto de ações programadas é o melhor caminho para dizer quem faz o que.

No caso de contratação externa, a recomendação de: trazer profissionais experientes, integradores autorizados pelas marcas e principalmente, empresas que realizam suas atividades de forma ética. É mais que obrigatória, até porque, é a segurança que está em jogo, seja ela do seu equipamento, do seu funcionário e/ou do seu patrimônio.
Um exemplo de realização de manutenção por meio de empresa externa é a execução através de ordens de serviço.
São empresas que já conhecem o quadro de equipamentos local e já estão familiarizados com as tecnologias lá existentes. Além de ser uma alternativa que se paga somente quando há chamados de Ordem de Serviço, a empresa mantenedora estabelece um SLA (Service Level Agreement ou Nível de Acordo de Serviço) em que a manutenção se adequa ao melhor tempo de chegada da equipe técnica ao local e de acordo com a necessidade do cliente.

Independente da forma como a sua equipe lida com a gestão dos ativos relacionados à segurança, o fato é que a prevenção é a melhor gestão, e dessa forma a manutenção ajuda a reduzir impactos negativos, estar atento a possíveis riscos que o patrimônio corre além de não trazer surpresas no futuro.

Gostou do nosso conteúdo sobre a gestão da qualidade na segurança? Você pode se interessar por esse também: Situações de riscos para condomínios mais comuns.

* Evandro Brito, consultor especialista em segurança empresarial na ICTS Security.

Publicações

Com enfoque preventivo e recursos de inteligência, aliamos consultoria, tecnologia e serviços especializados para desenvolver sua estrutura de segurança e potencializar seus resultados.