Riscos em condomínios: 10 dicas de segurança para prevenir novas modalidades de invasão

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Riscos em condomínios: 10 dicas de segurança para prevenir novas modalidades de invasão

A pandemia nos fez entrar em um estado de isolamento social, cenário que ainda continua, mesmo que parcialmente, e isto fez com que moradores estivessem frequentemente em suas casas e apartamentos. A mudança no comportamento de moradores fez com que os bandidos tivessem que criar, ou alterar, as modalidades de golpes praticados para invadir condomínios residenciais ou comerciais.

Um dos principais pontos de preocupação na atualidade é com o aumento do número de pessoas desconhecidas que acessam os condomínios, tais como entregadores de e-commerce e aplicativos de alimentação, bem como as visitas de agentes de saúde aos mais idosos. Ou seja, houve um aumento na rotatividade de prestadores de serviço e de atendimentos técnicos variados. Esta situação exige que a administração dos condomínios trabalhe com procedimentos mais firmes de identificação e validação antes do acesso, porém usualmente isso pode ser quebrado pelo comportamento do morador, que não aceita seguir os protocolos ou aqueles que são enganados e acabam facilitando o acesso de marginais.

De olho neste cenário, é válido estar atendo a uma lista de situações críticas que estão sendo usadas para invasão de condomínios para evitar prejuízos e violência. Fique atento às 10 dicas abaixo:

Agente de saúde para Covid-19 – alguns golpistas estão usando roupas brancas e apetrechos médicos para simular visitas para aplicação de testes de Coronavírus. A orientação é não permitir a entrada inicialmente, uma vez que estes testes, em geral, não são feitos em domicílio. Deve-se conferir com a Vigilância Sanitária e, em caso de insistência, sem comprovação, chamar a Polícia Militar (190).

Entregador de aplicativo – houve um aumento dos serviços de entregas em domicílio e é importante que o prédio tenha como receber essa demanda de forma segura. O ideal é que na portaria tenha um passa-volumes e que o morador ou responsável da unidade venha retirar suas encomendas não tendo contato direto com o entregador, pois o portão deve permanecer o tempo todo fechado. Em caso de idosos e pessoas enfermas, é preciso informar a administração do condomínio para que sejam tomadas as providencias necessárias à entrega.

Carro no portão da garagem – o morador pode esquecer o controle ou ele não funcionar, mas é preciso que a identificação do morador seja feita antes da liberação do acesso. Não se deve identificar apenas o veículo, pois ele pode estar com placas clonadas. As viaturas da polícia também devem ser atendidas na parte externa. Quando o morador estiver com problemas na abertura do portão, o ideal é que ele pare seu veículo ao lado de fora do prédio e vá até a portaria fazer sua identificação. Desta forma a liberação do acesso será feita com segurança.

Ligação falsa autorizando entrada – outro golpe comum é uma ligação, feita para a portaria em nome de um morador, liberando a entrada de uma pessoa que vai chegar e já está com a chave da unidade. O ladrão então se apresenta algum tempo depois, entra e realiza o roubo. Nesses casos é preciso que a portaria contate o morador pelo interfone ou telefone pessoal, faça a identificação do visitante e só libere a entrada de pessoas em uma unidade vazia quando previamente cadastradas no sistema.

Prestador de serviço concessionária de telefonia ou energia – a pessoa chega na portaria e alega vir fazer reparos na rede de internet e funcionário libera a entrada e o ladrão então se dirigir a alguma unidade de morador ausente para realizar o roubo. Para se proteger da situação a portaria não deve se desviar do procedimento de rotina para deixar entrar quem quer que seja. Não importa se a pessoa está vestida como funcionário de empresas de telefonia conhecidas, diz ser oficial de justiça ou entregador.

Corretor de imóveis – existe um grupo de pessoas que fingem ter conhecimento de um imóvel que está para ser negociado e solicitam a entrada para poder verificar o apartamento. Usam como incentivo oferecer uma comissão ao porteiro ou segurança. A recomendação é que o acesso de corretores seja mediante autorização prévia por escrito do proprietário, identificando o nome completo e RG dos corretores, além dos dados da imobiliária contratada.

Serviços de mudanças – as mudanças devem ser previamente agendadas com a administração para que esta comunique a equipe da portaria e/ou segurança. Durante a mudança os portões devem ficar fechados, abrindo somente o tempo necessário para carga e descarga. Seria ideal se o condomínio providenciasse um agente de segurança para monitorar o processo e não permitir que outras pessoas se aproveitem da situação para entrar no condomínio.

Liberação de funcionários e prestadores de serviço acompanhados por estranhos – o agente, por conhecer a pessoa, libera a entrada de funcionários e colaboradores, mesmo que acompanhados de terceiros. Os funcionários do condomínio devem ter autorização do síndico, administração ou zelador para entrar com outra pessoa, assim como os empregados domésticos devem pedir autorização ao morador e este informar por escrito a permissão da entrada.

Horários de limpeza e retirada de lixo – o agente, normalmente, permite que o portão fique aberto para facilitar o trabalho da equipe de limpeza. Porém, o portão deve permanecer fechado e só ser aberto quando o funcionário da limpeza passar. Deve haver sempre um outro funcionário vigiando a operação do lado de dentro.

Festas e eventos – o agente libera a entrada de convidados sem anunciar ou consultar a lista de convidados quando moradores orientarem que está realizando uma festa. Esses eventos devem ser agendados e é de responsabilidade do morador providenciar uma lista com os nomes dos convidados e deixar com a administração para que seja repassada ao agente que fará o controle.

Todos os dias muitos outros golpes e disfarces estão sendo criados, ganhando novas formas de uso. Por isso, é importante ficar atento aos procedimentos definidos e reforçar o treinamento da equipe para manter atualizados os métodos e as medidas de segurança.

*Paulo Musa é especialista em Segurança da ICTS Security, consultoria e gerenciamento de operações em segurança, de origem israelense.

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