Cibersegurança: 8 dicas para evitar a invasão do ambiente físico

Paulo Murata | ABEINFO - Data da publicação: 18/11/2020

Com a adoção do home office pela maioria das empresas, em decorrência da pandemia do Coronavírus, muitos profissionais alcançaram uma melhora significativa na qualidade de vida, mantendo e até aumentando seu rendimento no trabalho. A conta é simples, o tempo que esses profissionais gastavam para se deslocar até o escritório e às visitas externas está sendo utilizado para focar em suas atividades. Então, pode-se dizer que tudo está perfeito com os pontos de contato se beneficiando a partir dessa nova realidade?

A resposta é não, apesar da teoria ser ótima. Analisando o “antes” e o “novo normal” sob o âmbito dos riscos referentes à segurança patrimonial e pessoal, existem algumas principais diferenças. Por exemplo, a maioria das empresas possui sistemas de monitoramento com câmeras nos acessos e nos ambientes de trabalho, enquanto nas residências os colaboradores normalmente não possuem câmeras.

Além disso, na gestão das empresas, há a figura do responsável pela segurança patrimonial e pessoal, mas nas residências essa “responsabilidade” é do próprio colaborador. No mais, os sistemas de controle de acesso nos últimos anos ganharam extrema importância para as empresas, sejam a partir de biometrias, leituras faciais, entre outros, enquanto nas residências o controle mais comum são chaves nas portas.

E não podemos nos esquecer que, nos escritórios, os ambientes são exclusivos para atividades corporativas, já nas casas o mesmo cômodo será utilizado para o trabalho e, também, para as atividades particulares. Com o entendimento dessas diferenças, é possível compreender a necessidade de cuidar da própria segurança ao trabalhar de casa e planejá-la com algumas recomendações de boas práticas para mitigar esses novos riscos. Veja oito dicas para quem está trabalhando em home office:

1 – É importante conhecer e entender os riscos inerentes à região, por isso, levante informações e estatísticas, além de conversar com seus vizinhos sobre históricos de sinistros.

2 – Entenda como funciona a vigilância do seu condomínio ou da sua rua. Qual a empresa? As pessoas estão armadas? Qual o critério de escolha utilizado? Existiu algum processo de verificação antes da contratação? Quantos profissionais são e onde eles permanecem?

3 – Avalie as soluções de segurança que seus vizinhos possuem, mas não se limite a fazer o mesmo, pois cada local possui riscos e vulnerabilidades diferentes.

4 – Considere a instalação de equipamentos eletrônicos de segurança, tais como câmeras nos acessos à sua residência e no perímetro.

5 – Verifique a necessidade de reforçar seu atual controle de acesso e é importante orientar todos os moradores da residência para não deixarem as portas e janelas abertas quando não estiverem em casa, além de separar seus itens de trabalho num local seguro e reservado.

6 – Evite o armazenamento de itens de alto valor e, ou, atratividade em sua residência, como grandes quantias de dinheiro em espécie, eletrônicos, joias, entre outros correlacionados.

7 – Tenha em mãos os contatos telefônicos para casos de emergência, como a Política Militar, o Corpo de Bombeiros, a Central de Atendimento à Mulher e os demais.

8 – Busque treinamento e capacitação sobre comportamento em cenários de alerta, emergência e rotina. Conhecer o protocolo quando sua vida e de sua família estiverem em perigo é fundamental.

Compartilhando e colocando essas dicas em prática, reforçamos a conscientização de todos na prevenção para ser evitado ao máximo a ocorrência de incidentes relacionados tanto à segurança patrimonial, quanto à pessoal.

* Paulo Murata é gerente de segurança empresarial da ICTS Security, consultoria e gerenciamento de operações em segurança, de origem israelense.

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